
Exército conclui investigação sobre morte de jovem militar em Três Barras
- Juliano Mix
- 6 de jan.
- 3 min de leitura
O Comando da 5ª Região Militar concluiu as investigações sobre a morte do jovem militar Bryan Damazo de Santana Pinto, de apenas 18 anos, ocorrida em outubro de 2025, no município de Três Barras. O resultado do Inquérito Policial Militar (IPM) foi divulgado oficialmente no dia 31 de dezembro, cerca de 70 dias após a tragédia, trazendo detalhes sobre as circunstâncias que levaram à fatalidade durante uma atividade militar.
De acordo com a nota oficial, a morte de Bryan foi provocada pela detonação acidental de um componente pirotécnico pertencente a uma munição de exercício de 105 milímetros. O acidente aconteceu no dia 23 de outubro, no Campo de Instrução Marechal Hermes (CIMH), uma das principais áreas utilizadas pelo Exército para treinamentos operacionais na região.
Investigação imediata após o acidente
Logo após o ocorrido, o Exército instaurou um Inquérito Policial Militar, com o objetivo de apurar as causas do acidente, identificar eventuais falhas e verificar possíveis responsabilidades. Segundo o Comando da 5ª Região Militar, o IPM foi iniciado de forma imediata, respeitando os protocolos previstos para situações envolvendo acidentes graves ou fatais em ambientes de instrução.
As investigações apontaram que a explosão ocorreu em decorrência de um manuseio inadequado e isolado do artefato pirotécnico. Ainda conforme o relatório, não houve indícios de falha generalizada no material, mas sim um erro específico relacionado ao manejo do componente, o que acabou resultando na detonação acidental.
Falhas nos protocolos de segurança
Além do erro no manuseio, o inquérito revelou que protocolos de segurança obrigatórios não foram devidamente observados no local do treinamento. Essas falhas, segundo o Comando Militar, contribuíram para que a situação evoluísse para um desfecho trágico.
A nota oficial não detalha quais protocolos deixaram de ser cumpridos, mas reforça que existem normas rígidas para a custódia, transporte e manipulação de materiais pirotécnicos e munições de exercício, justamente para evitar acidentes desse tipo durante atividades de instrução.
Responsabilização dos envolvidos
Diante das irregularidades identificadas, o Comando do Campo de Instrução Marechal Hermes decidiu instaurar procedimentos administrativos com o objetivo de responsabilizar os militares que estavam encarregados da custódia e do manejo do material no momento do acidente. A medida busca apurar se houve negligência, imprudência ou imperícia por parte dos responsáveis.
Segundo o Exército, a responsabilização é uma etapa fundamental para garantir que situações semelhantes não voltem a ocorrer e para reforçar a importância do cumprimento rigoroso das normas de segurança em ambientes militares.
Caso segue para a Justiça Militar
Com a conclusão do Inquérito Policial Militar, toda a documentação foi encaminhada à Justiça Militar da União. A partir de agora, caberá ao Ministério Público Militar analisar o conteúdo do IPM e decidir se haverá o oferecimento de denúncia criminal contra os envolvidos ou se serão adotadas outras medidas legais.
O Ministério Público poderá, após a análise, solicitar diligências complementares, apresentar denúncia ou até mesmo arquivar o caso, dependendo da avaliação jurídica dos fatos e das responsabilidades apontadas na investigação.
Tragédia que marcou a comunidade
A morte de Bryan Damazo de Santana Pinto causou grande comoção em Três Barras e na região. Jovem e no início da carreira militar, ele participava de atividades de formação quando perdeu a vida de forma trágica. Familiares, amigos e colegas de farda aguardavam há meses uma resposta oficial sobre o que realmente aconteceu no dia do acidente.
Com a divulgação do resultado da investigação, o Exército reforçou, em nota, o compromisso com a transparência, a segurança dos militares e o aperfeiçoamento constante dos procedimentos de instrução, destacando que medidas corretivas estão sendo adotadas para evitar novos acidentes.
O caso segue agora na esfera judicial, enquanto a família de Bryan busca justiça e respostas definitivas para uma perda irreparável.
Redação Folha de Três Barras



















































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