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Vírus Nipah: ameaça global preocupa autoridades de saúde

  • Foto do escritor: Juliano Mix
    Juliano Mix
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

O vírus Nipah (NiV) voltou a chamar a atenção de autoridades sanitárias ao redor do mundo por seu alto potencial de letalidade e capacidade de causar surtos graves em humanos. Identificado pela primeira vez em 1998, na Malásia, o vírus é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos patógenos prioritários, ou seja, com risco significativo de provocar emergências de saúde pública globais.


O Nipah é um vírus zoonótico, transmitido principalmente por morcegos frugívoros da família Pteropodidae, conhecidos como morcegos-das-frutas. A infecção em humanos pode ocorrer por contato direto com animais infectados, consumo de alimentos contaminados — como frutas ou seiva de palmeira — ou ainda por transmissão de pessoa para pessoa, especialmente em ambientes hospitalares e familiares.


Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, vômitos e dores musculares, podendo evoluir rapidamente para quadros graves de encefalite, inflamação cerebral que pode causar convulsões, coma e morte. A taxa de letalidade é elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo do surto e da qualidade da assistência médica disponível. Até o momento, não existe vacina nem tratamento antiviral específico aprovado para a doença, o que aumenta a preocupação da comunidade científica.


Os surtos mais frequentes ocorreram no Sul e Sudeste da Ásia, especialmente em países como Bangladesh e Índia, onde casos esporádicos continuam sendo registrados. Em algumas situações, a transmissão entre pessoas foi confirmada, levantando alertas sobre o potencial pandêmico do vírus, caso sofra mutações que facilitem sua disseminação.


No Brasil, não há registro de casos humanos de vírus Nipah, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde. No entanto, o país mantém sistemas de vigilância epidemiológica ativos, principalmente devido à ampla biodiversidade e à presença de morcegos, que são hospedeiros naturais de diversos vírus. Especialistas destacam que a vigilância contínua, aliada ao monitoramento de síndromes respiratórias e neurológicas, é fundamental para detecção precoce de possíveis ameaças.


Autoridades de saúde reforçam que, apesar do risco teórico, não há motivo para pânico. Medidas preventivas incluem o fortalecimento da vigilância sanitária, a rápida notificação de casos suspeitos e investimentos em pesquisa científica. A OMS segue trabalhando em parceria com países para desenvolver vacinas, terapias e planos de resposta rápida.


O vírus Nipah ainda é raro, mas seu histórico serve como alerta: em um mundo cada vez mais conectado, a prevenção e a informação continuam sendo as principais armas contra novas emergências de saúde global.


Redação Folha de Três Barras

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